“E sabeis… o que é pra mim o mundo”?… Este mundo: uma monstruosidade de força, sem princípio, sem fim, uma firme, brônzea grandeza de força… uma economia sem despesas e perdas, mas também sem acréscimos, ou rendimento,… mas antes como força ao mesmo tempo um e múltiplo,… eternamente mudando, eternamente recorrentes… partindo do mais simples ao mais múltiplo, do quieto, mais rígido, mais frio, ao mais ardente, mais selvagem, mais contraditório consigo mesmo, e depois outra vez… esse meu mundo dionisíaco do eternamente-criar-a-si-próprio, do eternamente-destruir-a-si-próprio, sem alvo, sem vontade… Esse mundo é a vontade de potência — e nada além disso! E também vós próprios sois essa vontade de potência — e nada além disso!”
Nietzsche - Eterno Retorno(1881)
sem direito de raciocinar
sem direito de melhorar
os dias de tédio voltam
poeira pelo chão
o jardim foi mudado
um amigo, internado
noites de medo
poeira pelo chão
atravesso as ruas
restaurantes, academias
um mundo de ilusão
poeira pelo chão
a praia cinza,
a última com vida
me buscou
mas eu não estou.
ssmkm 28/06/07 1:44
ich liebe: Delirium
ich höhre: David Bowie - Helden
numa tarde de pistache a gente podia sair
para dar umaduastrês voltas.
até a gente se enroscar.
eu estou aqui e você também
eu conheço o caminho, mas não meu destino.
criação, antecipação
a terra prende meus pés ao chão.
te conhecer é um deleite
quero ficar assim, sempre contente.
mas o vento não nos aproxima
o sol não se manifesta
o frio não é o suficiente.
água em nossos olhos
difícil guiar com clareza
pedras confundem os nossos passos
impossível, pelo outro, ter certeza.
k. 25/06 3:16