sirenes no meio da noite
O Sol. O Sol Me segue caminho sem dor. Outrora madrugada preocupada demais para descanso. Levanto da cama, um cavalo sem nome lá fora me espera. O céu de estrelas como nunca mais vi. No meio de São Paulo, uma pequena cidade chegou. Dizem que tem nuvens, dizem que tem gente. Ah como andei por lá. As casas mal-acabadas. Silenciosas. Famílias em seu sono tranqüilo junto de seus animais. O som de um velho Passat cortando o vento numa rua próxima. A crina dura do meu cavalo quase machuca. Meu corpo impulsionado. Movimentos de fusão. Nos damos bem. Um leve toque para que vire à direita e ele vira. Nem mais, nem menos. Corremos pelas estradas, ruas abandonadas. À espreita, fantasmas. Ex-namorados em pontos de ônibus. Escondo meu rosto. Ele olhou para mim? Ou eu olhei para ele… Esquina, asfalto, escombro, estrada, terra, espaço, céu. Carros abandonados. Encontros mal-fadados. Vento suave frio arrepia. Cavalo relincha. Me abençoa com sua selvageria. As grandes árvores e suas folhas instrumento afinam uma canção alemã. Uma que te fez chorar enquanto dormia. Encontrar-se a si mesmo no escuro. Sem tatear. Pisar firme sem ter onde pisar. Você disse que me seguraria. Sujeira branca não te deixou ficar. Amarelo meu rosto de tanta pizza no almoço. Um violão não é uma guitarra. Elas estão ficando perto, galope. Para o bar. Para a casa de um amigo. Para o mais próximo abrigo. Uma parada, uma descida. Vou para mim. A pé, descalça, pisando na lama, virando mata. Cavalo partido para o horizonte. E eu sozinha em direção não sei pra onde.
Sensacional!!!!
Mari - December 3, 2008 5:44 pm