A escola Panamericana é boa?

Não. Mas os professores são.

Comecei agora um curso de design na escola que se diz referência de mercado. Só que essa mesma faz propaganda enganosa no site ao apontar que dispõe de uma biblioteca para consulta, quando na verdade esse espaço encontra-se desativado por tempo INDETERMINADO. Agora, me diz, uma escola que se gaba de ser isso e aquilo, de ter Washington Olivetto no time de notáveis, faz um engodo desses? Engodo, enganação, mentira!

http://www.flickr.com/photos/kamiramonogatari/7004154789/in/photostream/lightbox/

kamira (mau humor, escolas, ensino, escola panamericana) | March 21, 2012 10:51 pm | (1) COMENTÁRIO




Shuichi Kato: Tempo e espaço na cultura japonesa

Para lembrar de adquirir:

Shuichi Kato: Tempo e espaço na cultura japonesa
Em sua última obra, o grande historiador literário faz um balanço
intelectual e traz uma reflexão sobre a visão de mundo japonesa

Foi ao longo de toda a sua vivência dentro e fora do Japão que o historiador de literatura e acadêmico Shuichi Kato observou as diferenças na produção cultural de seu país com relação à da Europa e América do Norte. Kato concluiu esta obra, algo como um epílogo a seu pensamento, pouco antes de falecer, em 2008.

O tempo, demonstra o autor, é elástico de acordo com as conveniências: é preciso que haja espaço e tempo para que as coisas fluam e aconteçam. Para que não haja estagnação. “Passei a ter um interesse cada vez mais forte a respeito de qual consciência de tempo caracterizaria a cultura japonesa e qual está viva, o tempo que avança rápido/lentamente, o tempo finito/infinito que se volta para uma direção em uma linha reta, o tempo cíclico e não cíclico”, diz Kato. O presente do que denomina de “agora = aqui” é o que importa, mas ele pode se ampliar ou reduzir, assim como é feito com o espaço interior e exterior das casas japonesas, de acordo com as necessidades.

Em japonês, as palavras jikan (“tempo”) e kūkan (“espaço”) compartilham um mesmo ideograma (間), que por si só contém o significado de tempo-espaço quando pensado em termos de intervalo temporal ou espacial.

Não se trata, contudo, apenas daquele que é preenchido, mas do espaço vazio, ou aparentemente vazio, por conter um significado e uma relevância. Além dessa questão da identidade tempo-espaço que subjaz no pensamento japonês e que se torna visível nas manifestações culturais por ele demonstradas, o autor mostra a forma de organização espacial cuja tônica recai sobre a assimetria nas artes e a horizontalidade na arquitetura. Está presente ainda em tradições tão distintas quanto a cerimônia do chá e a dança japonesa, na qual os profissionais nunca erguem os dois pés do chão ao mesmo tempo, como observa Kato.

Para tanto, o estudioso fundamenta-se não só nas características da língua e nas expressões literárias e artísticas, mas também no modus vivendi que abrange os relacionamentos interpessoais japoneses.
Neide Nagae e Fernando Chamas

O autor
Shuichi Kato nasceu em Tóquio, em 1919. Hematologista formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Tóquio, onde dedicou-se à pesquisa no início da carreira, Kato instalou-se na França em 1951 e retornou ao Japão em 1955, dedicando-se então exclusivamente à escrita. Nos anos 1960 lecionou no Canadá e na Alemanha, e fez numerosas viagens de estudos pelo mundo, o que o levaria a escrever: “Refletindo sobre o pensamento estrangeiro e o pensamento autóctone como dois vetores, tomei como resultado da composição vetorial a “japonização” do pensamento estrangeiro.” Manteve a partir dos anos 1970 a cátedra de História Intelectual do Japão na Universidade Sophia, em Tóquio. Entre suas principais obras constam Nihon Bungakushi Josetsu [Introdução à história da literatura japonesa], Watashini totteno 20 Seiki [O meu século XX], e principalmente uma notável história da literatura japonesa em 7 volumes. Kato faleceu em 2008.

Os tradutores
Neide Nagae é professora de língua e literatura japonesa na USP, com passagem pela Unesp. Para a Estação Liberdade, traduziu O país das neves, de Yasunari Kawabata, Dance, dance, dance, de Haruki Murakami, e As irmãs Makioka, de Jun’ichiro Tanizaki.

Fernando Chamas é mestre pela USP com ênfase em escultura budista clássica. Contribui com a revista Estudos Japoneses, da mesma universidade, e foi pesquisador de iconografia japonesa na Faculdade Messiânica.

Trechos

“Dentro de um espaço rodeado por fronteiras que distinguem claramente o interior do exterior, são poucas as pessoas que se envolvem com a totalidade do espaço juntando o interno ao externo. Desse modo, uma cultura com pouco interesse pelo todo gera um forte interesse pela parte. E isso se relaciona de modo profundo com a visão de mundo dominante na ilha japonesa antes de receber o impacto da cultura continental, especialmente do budismo, e, mesmo depois, com a natureza da ‘margem de cá’, shigan, da visão de mundo mantida nas camadas mais interiores da consciência coletiva.” [p. 24]

“O ‘agora’ concreto nunca é um instante. É um tempo de extensão curta em relação ao fluir de um tempo mais longo. É curto em relação a um tempo que foi dividido em unidades de mil anos, cem anos.” [p. 123]

“No Japão, até mesmo as construções religiosas são ao rés do chão ou assobradadas, e estendem-se acompanhando a superfície da terra, nunca erigidas voltadas para o céu. Não há torres nos santuários xintoístas.” [p. 189]

“Foi nesse período que os mais jovens deixaram as aldeias. Porém, esses jovens não perderam todos os valores que as aldeias cultivavam desde antigamente. As comunidades da região que apoiavam o coletivismo já não existiam nas grandes cidades. No entanto, o coletivismo se manteve vivo nos locais de trabalho da cidade — pelo menos até o século XX, durante o qual o sistema de empregos vitalícios foi mantido pelas grandes empresas. Os valores e o modo de ação das sociedades agrícolas que acompanharam a concentração da força de trabalho nas cidades contribuíram para o ‘sucesso’ econômico do Japão, e esse ‘sucesso’ econômico garantiu a longevidade desses valores e modos de ação.” [p. 239]

“As condições que ultrapassam o tempo e o espaço são principalmente as religiosas, e, entre elas, há os casos que intermedeiam os seres absolutos individuais e os kami, e há os casos que não são assim. Um exemplo representativo de experiência misteriosa que ultrapassa a antinomia (próprio e outrem; vida e morte; existir e não existir) de tudo e não apenas de tempo e espaço, sem intermediar kami individuais, parece ser o satori, ou seja, o estado de iluminação que se almeja no zen. Também a cultura japonesa que enfatiza o ‘agora = aqui’, em última instância, considerou necessário o engenho universal do ‘agora enquanto eterno’, do ‘aqui enquanto mundo’.” [p. 275]

kamira (literatura, língua japonesa, cultura japonesa) | March 19, 2012 11:25 pm | COMENTE




Gatos e budismo (very light!)

gatinhos

Oi!
Você já percebeu como o começo do ano é um tédio? Janeiro e fevereiro você passa pensando no ano que te espera: trabalhos, contas, COMPRAS, pessoas, problemas. Mal acaba fevereiro e BANG! lá vem mais e-mails, mais acontecimentos. Por que os acontecimentos não pode ocorrer de forma mais equilibrada?

Eu estava toda equilibrada: passei as férias na casa da minha mãe escrevendo um livro no iBooks Author. Eu acordava, tomava café e ia ler, pesquisar assuntos para colocar no livro. O livro será sobre português brasileiro para estrangeiros e eu quero disponibilizá-lo for free, pois é só um começo, um teste.

Então janeiro passou e voltei para São Paulo. Logo, percebi que havia uma ninhada de gatos no fundo da garagem! Era uma gatinha com 5 filhotinhos. Na mesma hora pensei – e eu não sou de pensar essas coisas – que foi um presente de deus. Sim, porque eu sofri muito quando a minha outra gata, a Luna, ficou doente e nenhum, nenhum veterinário conseguiu entender o que ela tinha. Se, naquela época, eu conhecesse o Dr Pet, teria chamado ele! Mas não foi isso o que aconteceu. É uma história longa e triste. Posso dizer que a minha dor era tanta que, pela primeira vez na vida, entrei a luz do dia num boteco e pedi uma pinga.

Então, vi aqueles gatinhos no fundo da garagem com toda essa bagagem emocional dentro de mim, eles tão frágeis, tão pequenos. Os dias de convivência com eles foram de descobertas, pois eu nunca tinha convivido com uma família de gatos. Teve uma vez que vi a mãe transportando os gatinhos pela boca. E também ela tinha um miado específico para chamá-los. Tensão: algumas pessoas opinaram sobre “dar um jeito nos gatos”. Claro! Como se eles fossem um micro-ondas que podemos consertar. É bastante óbvio que gatos são seres com vida – DÃ! – e que necessitam, assim como nós, de um lugar seguro para morar, alimento e carinho. A gente fica querendo coisas, iPads, roupas etc, quando na verdade é disso que a gente precisa: um lugar seguro, alimento e carinho. “Desejamos muito, mas necessitamos de pouco.” – é uma frase budista.

Moral da história: os gatinhos ganharam novos lares. A mamãe ficou e agora ela nos paga aluguel caçando baratas, lagartixas… Matou até um passarinho! Mas ela é muito bonitinha e simpática. Não tem nada de arisca…
E agora, convivendo com esse ser dotado de coração, eu aprendo e também preciso impor limites. Nunca perco a calma, estar com ela é sempre agradável. Às vezes ela vem até o meu quarto, mia, mas tudo bem, porque em troca a gente pode dar carinho nessa bolinha peluda que nos recepciona quando chegamos!

Vou escrever novamente daqui a 4 dias, até lá!

Fiz um vídeo dela, não esqueçam de dar um “like”:

kamira (pessoal, blog, há algumas coisas que são boas, mas eu não gosto, linda gatinha brasileira, bichos, gatos) | March 10, 2012 9:39 am | COMENTE




Resultado do Concurso

kawaii saint seiya
Olha, um bentô (marmita japonesa) com o Ikki! Legal, não?!

Os comentários de vocês foram muito legais mesmo. Graças a eles, voltei à época em que desejava muito esses bonequinhos… Também não foi nada fácil para mim. Em primeiro lugar, porque eu era menina! Muitos parentes perguntavam “Por que você quer ganhar isso? Não prefere uma boneca?” (na verdade, eu tive a sorte de ter várias Barbies também! E adorava) Lembro-me da primeira loja em Santos que começou a vender os bonequinhos. Foi logo no começo do Plano Real, em 1994. O patrão da minha mãe me perguntou o que eu queria de Páscoa e eu disse que queria um bonequinho. Ele me levou até a loja e eu escolhi o Camus de Aquário, por R$37,00. Não sei ao certo se tinha pouco bonequinho para escolher na loja ou se foi uma homenagem à minha mãe, que é de Aquário. O tempo foi passando e eu economizava R$5,00 por semana para comprar um Cavaleiro no final do mês. Assim, minha coleção foi crescendo até chegar a 15 entre os de Bronze, Ouro e Mar.

Por que vocês acham que existe tanta febre por esses brinquedos? Eu acho que os bonequinhos dos Cavaleiros são fascinantes. Além de serem vinculados à uma história, eles são articulados e vêm com a armadura toda reluzente, bem-feita, que dá gosto de montar! É ótimo para uma criança desenvolver a habilidade motora e a criatividade!

Agradeço aos comentários de todos! Realmente, os bonequinhos parecem ter bastante valor para vocês e foi isso que me motivou a fazer isso. Como escrevi antes, vou me mudar e não terei espaço para eles. >.< ;

Como sou professora de português, analisei as redações sob os aspectos clássicos: ortografia, capacidade de síntese e argumentação. Ainda, o quarto critério foi: o porquê de você merecer ganhar os bonequinhos. Frustrante foi que todos, exceto pela Denise, cometeram erros de português. Em suma, o comentário mais pungente foi o Hugo, onde quer que você esteja. Envie-me um e-mail para combinarmos os detalhes: guitarkami@gmail.com

Obrigada a todos!

kamira (Uncategorized, cultura japonesa, cavaleiros do zodíaco) | January 26, 2012 7:21 pm | COMENTE




Ganhe Cavaleiros! #4

saint seiya

Prorrogação

Devido ao número baixo de participantes, prorrogo este concurso para próxima quarta-feira, dia 26/01.

Divulguem no Twitter, Facebook!

kamira (cultura japonesa, cavaleiros do zodíaco) | January 19, 2012 12:02 am | (1) COMENTÁRIO




Ganhe Cavaleiros! #3

Bom, pessoal!
Primeiro, gostaria de agradecer por terem participado. É incrível que Cavaleiros do Zodíaco perdure tanto. Acredito que logo mais fará parte do imaginário coletivo: contaremos as histórias do veneráveis cavaleiros como se tivessem de fato existido aos nossos netos. O que acham? HAH!
Eu pensei muito antes de fazer isso, muita gente me disse para vender... Mas eu cheguei à uma conclusão sentimental. É como se eles fossem bichinhos de estimação. Eu queria ter certeza de que o novo dono deles iria cuidar deles com muito amor. E isso, como já disseram os filósofos Beatles, dinheiro não pode comprar. Daí veio a ideia de as pessoas escreverem o porque de ganhar.

kamira (Japão, cavaleiros do zodíaco) | January 18, 2012 11:21 pm | COMENTE




Ganhe Cavaleiros! #2

É hoje! Hoje, vou divulgar o resultados.

Horário de divulgação: 18:00.

Até lá!

kamira (Uncategorized, cavaleiros do zodíaco) | 1:54 pm | (1) COMENTÁRIO




Ganhe Cavaleiros!


Você gosta dos personagens dos Cavaleiros do Zodíaco? O preço dos bonequinhos é alto? Está faltando a Marim na sua coleção? Estou passando para a frente 5 Cavaleiros de Bronze e a Marin.!

Descrição dos itens:

– Seiya (bom estado de conservação) – Shiryu (estado de conservação: médio. Tem marca de cola no cabelo, pois uma vez o cabelo saiu) – Shun (bom estado de conservação) – Ikki (bom estado de conservação) – Hyoga (bom estado de conservação, mas um pé está meio mole) – Marin (bastante usado)

REGRAS:

Para ganhar um ou mais, você deve:

– entrar meu blog: http://kamira.blogsome.com/ – comentar no post sobre os bonequinhos argumentando porque você merece ganhar. Pode ser um cavaleiro ou todos, não importa! O que importa é a lógica do argumento! Erros de português serão imperdoáveis =P – divulgar o link para amigos que gostem de Cavaleiros também vale pontos!

RESULTADO

– vocês ajudarão a escolher o melhor argumento comentando no post.

DATA DE ENCERRAMENTO

18/01/2012

P.S.: Ah, e o correio fica por sua conta. Não tenho muito dinheiro… sou professora! -.-;

kamira (anime, mangá, cultura japonesa, ensino, cavaleiros do zodíaco) | January 3, 2012 5:54 pm | (11) COMENTÁRIOS




Material didático (português para estrangeiros)

O que é um bom material didático? Em primeiro lugar, uma coisa deve ficar clara: não existe material que faça milagre! Tudo bem? Então, prossigamos. O livro que eu uso é o “Muito Prazer”.

É um pouco caro (R$87,60 na FNAC), mas vale à pena, pois é bem-feito, bem-pesquisado e vem com dois cd’s. Ele é todo em português, o que dificulta o aprendizado do aluno sozinho, então é bom dar orientações, umas “traduzidinhas” para o aluno fazer exercícios… E ele não tem livro de exercícios, então eu precisei inventar vários exercícios, o que é um tanto cansativo… Mas no site tem alguns exercícios e com o tempo a gente pega o ritmo.
Então, se você procura um bom material, esse é o melhor que eu conheço. Depois do cérebro, claro!

kamira (língua portuguesa, ensino) | December 17, 2011 8:13 pm | (1) COMENTÁRIO




4 aulas WBT

Hoje, eu dei 4 aulas WBT: duas em cada 5ª série. Foi eletrizante ver alunos que quase nunca estão engajados se engajando. Nem todos aderiram e eu imagino que isso se dá porque ainda estou insegura no método. Quanto melhor eu dominar a técnica, mais segura estarei e mais segurança passarei. Agora, a coordenadora autorizou a confecção do mural de Novos Vocábulos. Ainda preciso pesquisar as 1000 palavras mais comuns na nossa língua para elaborar um jogo de leitura para os alunos. Bons ventos…

http://www.wholebrainteaching.com/

kamira (ensino) | September 6, 2011 12:42 am | COMENTE





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Oscar Wilde


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